Técnicos contestam zoneamento para extração de areia do Guaíba

Lago Guaíba
A divulgação de um estudo “coordenado pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema)” esta semana deflagrou uma nova polêmica envolvendo o Guaiba.
Uma notícia no jornal Zero Hora com o título: “Estudo defende exploração de areia no Guaíba”, informou que a atividade, suspensa há dez anos por razões ambientais, está para ser retomada.
Segundo o jornal a Sema concluiu um zoneamento que “defende que cerca de 30% dos 490 km² do Guaíba podem ser explorados para extração de areia”.
Com informações da Rádio Gaúcha, o jornal afirma que “durante um ano as equipes realizaram um zoneamento ambiental que aponta onde é possível ou não realizar a mineração, suspensa há 10 anos”.
“Ele é assinado por técnicos do Departamento Nacional de Produção Mineral, da Fundação de Economia e Estatística (FEE) e pesquisadores da UFRGS ligados ao Centro de Estudos de Geologia Costeira e Oceânica e ao Instituto de Pesquisas Hidráulicas”.

“A secretária estadual do Meio Ambiente, Ana Pellini, explica que, para a elaboração do zoneamento, foram retiradas todas as áreas que se mostravam críticas e com alguma restrição:

– Isso resultou em uma área de 30% que poderá ser estudada. Não quer dizer que tudo isso vai ser liberado. Nós poderemos estudar caso a caso”.

“A área que o estudo mostra como possível de extração abrange os municípios de Porto Alegre, Eldorado do Sul, Guaíba e Barra do Ribeiro”.

“A proposta ainda precisa ser aprovada pelo Comitê do Lago e entrar em votação no Conselho Estadual do Meio Ambiente”.

“O Comitê do Lago pretende colocar o tema em votação em 15 dias. ONG ambientalistas que participam do comitê defendem que o zoneamento deveria ter sido debatido pelo grupo”.

NO MESMO DIA O PROFESSOR ELÍRIO E. TOLDO, DA UFRGS, DIVULGOU O SEGUINTE ESCLARECIMENTO: 

“A imprensa vem noticiando informações sobre a participação do Centro de Estudos de Geologia Costeira e Oceânica – CECO/UFRGS, em projetos de pesquisa sobre a atividade da mineração de areia no Rio Guaíba, inclusive na Zero Hora do dia 27 de maio na página 30.
 
Comunico que se trata de uma informação NÃO verdadeira, pois não desenvolvemos projeto de pesquisa sobre a mineração no Rio Guaíba, nem possuímos convênios com a SEMA. Desenvolvemos estudos sobre a circulação das águas e o transporte de sedimentos, mas não possuímos nenhum projeto voltado a mineração da areia.
 
Esta informação ERRADA foi comunicada hoje a Direção deste Centro, bem como ao Diretor da Unidade para as providências.
Inclusive já alertamos a necessidade da realização destes estudos para que sejam evitados problemas de impactos desse tipo de obra na orla e no canal do rio, em Nota publicada na Revista do CREA (em anexo).
 

Elírio Toldo, da Universidade Federal do Rio Grande doSul – Instituto de Geociências Centro de Estudos de Geologia Costeira e Oceânica

Fonte: http://goo.gl/YLBXwL

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