O que mudou no Guaíba nos últimos anos?

Nosso Guaíba sempre foi o manancial que abasteceu a grande Porto Alegre. Antigamente, algumas das praias do Guaíba eram liberadas para banho, como as de Ipanema, Guarujá e da Tristeza. Hoje em dia, infelizmente não são mais. E por isso clamamos a atenção de todos por uma consciência limpa de atitudes ruins como descartar o lixo domiciliar dentro dessas águas. Não é só isso, como se não bastasse, hoje o Guaíba tem mais uma ameaça: a extração de areia. Com toda poluição e contaminação que a água já contém (como esgoto, agrotóxicos, dejetos industrias e metais pesados depositados no seu leito), ainda querem extrair areia do nosso Guaíba afetando diretamente a população e a saúde pública.

Nossas águas nos dias atuais. - Foto de Sérgio Ordobás
Nossas águas nos dias atuais. – Foto de Sérgio Ordobás
Foto de Sérgio Ordobás
Pôr do Sol visto da Orla do Guaíba no final do ano de 2015 – Foto de Sérgio Ordobás

Sem falar que o cartão-postal mais conhecido de Porto Alegre, o pôr do sol nas margens do Guaíba, está interditado por um tempo indeterminado devido ao projeto de revitalização. Um trecho de 1,4 km de extensão entre a Usina do Gasômetro e a Rótula das Cuias está coberto com tapumes, desde outubro do ano passado. Por enquanto, os passeios de bicicletas nas ciclovias, as caminhadas ao ar livre e o chimarrão com vista para as águas são programas impedidos para a execução da obra de revitalização da orla.

Orla do Guaíba está 'fechada': tapumes vão do Gasômetro até a Rótula das Cuias (Foto: Bruna Zanatta/G1)
Orla do Guaíba está ‘fechada’: tapumes vão do Gasômetro até a Rótula das Cuias (Foto: Bruna Zanatta/G1)

Até agora, já foram executados a terraplanagem e a construção do canteiro de obras. No momento estão sendo realizados os serviços de estaqueamento em solo, vigas de fundação, pilares e muros de contenção.

Depois de concluído, a orla passará a chamar-se Parque Urbano da Orla do Guaíba.

O nosso Arroio Dilúvio também não foge das grandes mudanças. Poderia ser um cartão-postal de Porto Alegre, mas infelizmente não é. Já correram águas claras e límpidas pela extensão do arroio (cerca de 17 quilômetros). Algumas pessoas até tomavam banho no Arroio, o que hoje em dia nem imaginamos.

Arroio Dilúvio: já foi local de pesca e permitido para banho (Foto: Divulgação/PMPA)
Arroio Dilúvio: já foi local de pesca e permitido para banho (Foto: Divulgação/PMPA)

É na Lomba do Pinheiro, na Zona Leste, que nasce o Dilúvio. Antigamente, desaguava ao lado da Usina do Gasômetro, e passava embaixo da Ponte de Pedra, no Largo dos Açorianos. Ao longo dos anos, passou receber vários afluentes e hoje desemboca no Guaíba, no limite entre os parques Marinha do Brasil e Maurício Sirotsky Sobrinho, no Centro da cidade.

Cruzando a Avenida Ipiranga, uma das principais da capital, as águas hoje são destino daquilo que não serve mais para a população. O córrego recebe anualmente 50 mil metros cúbicos de terra e lixo. Isso equivale a dez mil caminhões-caçamba cheios. Por isso, necessita de limpeza e dragagem periódicas.

Em média, são retiradas das águas cerca de 300 toneladas de resíduos por ano, segundo o Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU). Não apenas lixo, mas também pneus, equipamentos eletrônicos, sofá e outros utensílios domésticos.

São retiradas toneladas de lixo e entulho do Arroio Dilúvio (Foto: Bruna Zanatta/G1)
São retiradas toneladas de lixo e entulho do Arroio Dilúvio (Foto: Bruna Zanatta/G1)

 

Esperamos que com novas atitudes e pensamentos sustentáveis, possamos reverter essa realidade. A triste aparência do Arroio e do Guaíba é um aperto no peito para cada cidadão que reside na grande Porto Alegre. Será que também dói muito se conscientizar para descartar os resíduos nos lugares certos? Será que estamos regredindo cada vez mais ou ainda podemos mudar? Fica a reflexão para uma cidade melhor!

Fonte:

http://goo.gl/4SrDbV

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