Movimento Viva Guaíba retoma atividades e se posiciona contra extração de areia no rio

Um das fundadoras do movimento, Luciene Schuch destacou a importância de preservar o rio |Foto: Sérgio Ordobas/Viva Guaíba

Jaqueline Silveira*

Fundado em 2006, o Movimento Viva Guaíba retomou suas atividades na manhã desta quarta-feira (20), quando concedeu uma coletiva a bordo do barco Cisne Banco e se posicionou contra a reabertura do rio para a extração de areia. A tragédia ambiental ocorrida em Mariana, Minas Gerais (MG), motivou a reativação do movimento, segundo uma de suas fundadoras, Luciene Schuch. O acidente na cidade mineira ocorreu em novembro do ano passado e deixou um rastro de mortes e de poluição devido ao rompimento de uma barragem da Mineradora Samarco com lama resultante do rejeito da produção de minério de ferro.

Em 2015, informou Luciene, a Secretaria Estadual de Ambiente e Desenvolvimento Sustentável cogitou autorizar a extração de areia no leito do Guaíba e que só não teria levado a ideia adiante em virtude da manifestação do Ministério Público. Mesmo assim, comentou ela, o Movimento Viva Guaíba está atento e irá promover atividade com o fim de conscientizar a população sobre a importância do “Guaíba na nossa vida” e os riscos que pode oferecer devido à poluição.

“Precisamos preservar o único manancial de água potável da Região Metropolitana, buscando, assim, mais proteção para as águas e orla do Guaíba. Já achamos que está bastante poluído e a gente acha que não tem de abrir uma nova fonte de poluição que a gente não tem como calcular o resultado”, argumentou Luciene, sobre as consequências da liberação da extração no rio.

O rio é uma das nove bacias que compõe a região hidrográfica do Guaíba, com uma área de 496 quilômetros. Formado, principalmente pelas águas dos rios Jacuí (84,6%), dos Sinos (7,5%), do Caí (5,2%) e do Gravataí (2,7%) , o Guaíba banha 85 quilômetros de terra na margem esquerda e 100 quilômetros na margem direita, tornando-se um importante fator de desenvolvimento econômico para a região banhada pelas suas águas.

A partir de agora, o Movimento Viva Guaíba pretende dar continuidade as atividades em defesa do rio. De 2006 a 2009, o grupo editou a Revista Portynho, que circulou na zona sul de Porto Alegre com várias matérias alertando sobre a importância da conservação do Guaíba e sobre os riscos de retomada da extração da areia.

*Com informações da assessoria de imprensa do movimento

 

 

Fonte: http://www.sul21.com.br/jornal/movimento-viva-guaiba-retoma-atividades-e-se-posiciona-contra-extracao-de-areia-no-rio/

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