Estudo aponta que cerca de 30% do Guaíba pode ter exploração de areia

Área abrange quatro municípios da Região Metropolitana
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Foto: Bruno Alencastro / Agencia RBS

Um estudo coordenado pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) defende que cerca de 30% dos 490 km² do Lago Guaíba podem ser explorados para extração de areia. Durante um ano, as equipes realizaram um zoneamento ambiental que aponta onde é possível ou não realizar a mineração, suspensa há dez anos no local. As informações são da Rádio Gaúcha.

O trabalho foi apresentado na tarde desta terça-feira ao Comitê do Lago, formado por mais de 40 pessoas pertencentes a ONGs e associações, além de empreendedores.

Ele é assinado por técnicos do Departamento Nacional de Produção Mineral, da Fundação de Economia e Estatística (FEE) e pesquisadores da UFRGS ligados ao Centro de Estudos de Geologia Costeira e Oceânica e Instituto de Pesquisas Hidráulicas, por exemplo.

A secretária estadual do Meio Ambiente, Ana Pellini, explica que, para a elaboração do zoneamento, foram retiradas todas as áreas que se mostravam críticas e com alguma restrição.

— Isso resultou em uma área de 30% que poderá ser estudada. Não quer dizer que tudo isso vai ser liberado, nós poderemos estudar caso a caso — destaca.

A área onde o estudo mostra como possível de extração abrange os municípios de Porto Alegre, Eldorado do Sul, Guaíba e Barra do Ribeiro. A proposta ainda precisa ser aprovada pelo Comitê do Lago e entrar em votação no Conselho Estadual de Meio Ambiente.

A secretária diz que não é possível prever por quanto tempo o processo irá se estender.

— Vamos fazer todos os estudos necessários. Não adianta emitir uma licença que depois seja questionada — afirmou.

O comitê do Lago pretende colocar o tema em votação em 15 dias. ONG ambientalistas que participam do comitê defendem que o zoneamento deveria ter sido debatido pelo grupo.

— Eu acho que não pode ser algo imposto, qualquer zoneamento para extração deve ser debatido com a população. Nossa maior preocupação é com a questão das margens, que são prejudicadas — ressalta a coordenadora executiva da ONG Mira-Serra, Glecira Teles.

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