Avança negociação entre empresas e Governo do Estado para extração de areia no Guaíba

Governo do Estado e empresas de mineração dialogam para elaboração de estudos que viabilizem o licenciamento da extração da matéria prima no estuário
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A Associação Gaúcha dos Produtores de Brita, Areia e Saibro (Agabritas) e Sindicato da Indústria da Mineração de Brita, Areia e Saibro do Estado do RS (Sindibritas) receberam do Governo do Estado a garantia de que vai avançar o o processo de liberação da extração de areia no Guaíba. O encontro foi realizado na sala de reuniões da Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável na manhã desta quarta-feira (01/07).

A secretária de estado, Ana Pellini, assegurou que o Estado tem pleno interesse no assunto, mas precisa que as empresas assumam os custos financeiros dos estudos necessários para implantação da extração de areia para fins comerciais no Guaíba.

– A discussão está, agora, em outro patamar. O tema está em pauta e como algo positivo para a sociedade. Precisamos, apenas, ver o que precisamos para viabilizar esse trabalho especialmente com estudos mais aprofundados. A preocupação do governo estadual é autorizar a extração de areia, mas com a devida compreensão de como esses bancos vão se recompor ao longo dos anos para que haja uma segurança ambiental – afirmou Pellini.

O presidente da Agabritas e Sindibritas, Pedro Reginato, assegurou que as empresas possuem disposição em ajudar financeiramente o Estado para que sejam feitos os estudos necessários da maneira mais rápida e econômica possível.

– Percebemos que há um pensamento diferente no Governo do Estado. Vemos por parte do governador e dos secretários que há uma disposição em resolver o problema que afeta a mineração há muitos anos. Queremos até o final do ano ter essa questão do lago Guaíba resolvida para que as mineradoras possam extrair areia com um custo menos elevado – afirmou Reginato.

Durante a reunião, Reginato também ressaltou que a concessão das licenças no lago Guaíba pode ter ainda um outro ganho importante para navegação e desenvolvimento do porto localizado na capital gaúcha.

– Temos um porto absolutamente ineficiente por uma questão de calado. Os navios chegam em Rio Grande e descarregaram tudo lá. Daqui para lá vão uma fila de caminhões. Por que não aproveitar também a extração da areia para aumentar o canal do Guaíba? – completou

O assunto também já foi tratado pelas entidades junto ao governador José Ivo Sartori. A intenção, agora, é que as entidades indiquem uma pessoa para participar de uma comissão que está efetuando os trabalhos para o zoneamento do Guaíba.

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